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28 outubro, 2010

Saliva

Não tem Caio, Carlos nem Fernando.
Não tem Cecília, Elisa nem Clarice.
Chega! Chega de poesia.
Cansei dessa ladainha de amor.
Quero carne, osso e saliva.
Suor, dente, boca e língua.
Chamego dengoso;
E sexo selvagem.
Quero é ser amada por inteiro.
Com poesia, sem poesia.
Com calor, sem calor.
Eu quero é não ter pudor.

24 outubro, 2010

Prima poema.

Ela dá o tom da minha canção.
O abraço da minha saudade.
Sabe a dor dessa distância.
A cor amarelada da nossa relação.

Ela é a alegria do meu coração.
É poesia incrustada em minh'alma.
O tamanho da minha necessidade.
A forma perfeita de nossa alegria.

Ela conhece o sabor da felicidade.
A força de um sobrenome.
O cheiro de nossas histórias.
Ela é a inspiração desse poema.

Eu te amo, prima poema.
Parabéns, Alice Ventura!

29 setembro, 2010

Pre-gui-ça

E no mais, tudo que eu queria era um cantinho.
Um colo, um aconchego.
Ficar aqui parada, esperando a hora passar.
A felicidade chegar, beeeeeeeem de-va-gar.
Tenho preguiça até de respirar.



19 julho, 2010

Devolve

Por todas as noites em claro
Por todos beijos que não senti
Por todas cartas escritas
Por toda vida que não vivi

Preciso respirar sem teu ar
Preciso caminhar sem tropeçar
Em seus gestos,
Em sua rima fácil,
Em seu sorriso farto.
Preciso que vá embora.

Saia sem deixar rastro,
Sem bater a porta.
Acabe com essa farsa, sem graça.
Finde com esse sonho, sem valsa.
Não tente mais me enganar
Nem sua consonância,
Nem sua poesia,
Nem seu doce falar,
Vão me alcançar.
Quero que vá embora.

Deixe essa vida, ela não te pertence.
Não tente levar minha inspiração,
deixe que ela me tome pelas mãos.
Vá embora,
Pare de atormentar meu sono.
Devolve meus poemas.

01 julho, 2010

Poema é isso

Palavras, sentimentos, quereres.
Nada é uma coisa só.
É interpretação!
Você pode ver apenas palavras,
jogadas sem sentido.
Pois eu,
eu vejo um mundo inteiro
em apenas uma palavra.
Poema é isso, é subjetividade.
Não entenda, sinta.


24 junho, 2010

Me basto

E quando quiser um pouco de alegria, é só me chamar. Meu nome é auto-estima e eu me basto. Nada disso de que é impossível ser feliz sozinho, ou de que uma andorinha só não faz verão. Já disse: Eu me basto! Dentro de mim mora tudo que preciso, sou fera quando quero ser fera, e mordo. Inteligente e cult de dar inveja. Facilmente confundível com um ursinho pelúcia de tão meiga e sutil. Bom humor não me falta; por isso eu me basto. Sei cozinhar, fazer minhas unhas, lavar roupa e consigo até fazer duas coisas ao mesmo tempo. Eu me basto. Eu me basto tanto que sei mentir pra mim mesma, e transformar tudo que eu disse acima em verdade.

19 junho, 2010

Escrevo, só.

Escrevo para você que está longe.
Que sente as estações escorrendo por entre os dedos.

Escrevo para você que não gosta do 'blablabla' romântico;
Mas sente a poesia latejando em seu peito.

Escrevo para mim, calada nesses versos abafados;
Tentando fugir da solidão do meu presente,
Da melancolia desses dias chuvosos.

Escrevo como confissão, assumindo meus erros,
meus medos, meus desejos.

Escrevo porque gosto, não porque sei.
Escrevo pois sou feita de versos,
e eles não me cabem na boca,
nem nos olhos,
nem nos dedos.
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Por Rafaela Ventura.